Eu tinha apenas um ano, era um recém chegado nesse planeta de doidos. A quantidade de pêlos na minha bundinha lisinha era diretamente proporcional à quantidade de dentes na minha boca. Acordei pela manhã com meu próprio choro, doido de fome e afim de tomar um porre de leite materno que me deixaria de ressaca pelos próximos dois séculos.

Minha mãe me levou até a cozinha onde eu notei a presença de um estranho objeto, mas num dei muita idéia pra parada mesmo porque eu tarra morrendo de fome. Depois de matar minha fome (e deixar minha mãe dois quilos mais magra) veio o mais pavoroso momento da minha infância: “Agora que o nenem já papou tudinho, tá na hora de aprender a usar o Troninho.”

Eu com um aninho de idade ouvi aquilo e pensei: “Puta quio pariu, caralho, que porra é essa de troninho?” Eu tentei falar isso que eu pensei para a minha mãe, mas eu ainda não sabia, e balbuciei meio quilo de palavras incompreensíveis tipo: “Uódarrel is that?” Ela riu e achou que eu tava me amarrando no lance. Conclusão: Me fudi.

Minha família inteira me observando (pai, mãe, tios, tias, avós, repórter do maré e o escambal), e eu ali, pelado, de frente para o penico tentado descobrir que merda que eu ia fazer com aquele troço azul e arredondado. Comecei a viajar: “Acho que agora eu vou comer qui nem igual o Rex....” Mas não deu tempo pra pensar muito. Fui pêgo e posto sentado em cima daquela cuia gelada pra cacete.

Imaginem a cena: uma criança minúscula sentada pelada em cima de uma cuia azul e fria, tentando se equilibrar em cima daquela máquina de tortura dos infernos, de frente pra família toda e todo mundo falando: Vai! Faz! Vai nenem! Faz! Faz! Faz!

Faz u quê caralho!? Fiquei puto. Eu não entendia nada, não tinha a mínima idéia do que eu tinha feito pra merecer aquele castigo. Já tinha até prometido pra mim mesmo que ia parar de fumar e até mamar menos.... mas não adiantou.

Comecei a ficar com medo. Foi me dando um pavor, comecei a peidar sem parar, e quanto mais eu peidava mais eco o penico fazia por causa do peido, nem vergonha eu não tinha mais. E fiz aquilo que todo homem que se preza faz quando está desesperado e acuado: Me caguei todo.
Foi uma borrifada só. A mais linda junção entre efeito visual e sonoro.

Pra minha surpresa, ao ouvir o som estridente da minha vergonha a família inteira começou a festejar, me pegaram no colo mesmo com a bunda cheia de merda e pro meu alívio aquilo que mais parecia a Santa Inquisição do Cocô Pagão se transformou na Celebração do Divino Rei do Cagaço Prometido.

Foi uma festa só! Aí eu pensei: “Beleza, vou cagar a casa inteira!!!! Até no teto vai ter merda minha! Nem o gato vai escapar!”

Ali estava eu, há poucos instantes totalmente humilhado e sem moral, agora eu era o Chosen One da família, o manda-chuva, o Antonio Carlos Magalhães do meu bairro. Eu não me lembro de uma outra cagada que tenha me deixado tão feliz, mas logo em seguida eles pegaram o penico, o levaram para o banheiro e jogaram meu troféu no vaso!

Vai entender os adultos....

Se eu já procurei palavras indecentes no dicionário?

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O que são muitos pontinhos coloridos no jardim ? São os flowersrangers !

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”Policial, você está colhendo minhas digitais?” ”Não, não, é impressão sua”


Quando seus vizinhos estão brigando

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